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terça-feira, fevereiro 13, 2007

Os brasileiros, segundo William Gibson

"...illiterate but massively video-consumptive folk". Eu achei engraçado, e até algo mais. Quem quiser que não goste, e organize campanhas de boicote contra o livro.

sábado, novembro 18, 2006

Antecipando o New York Times

E lá está um cara no New York Times dizendo basicamente o mesmo que eu já escrevi aqui dias antes. Tudo bem, o artigo do NYT tem mais detalhes, é mais bem pesquisado e melhor escrito. Mas pelo menos eu disse primeiro. Go, new media, go!

sábado, outubro 28, 2006

oh la la!

Pode-se dizer que a França tem tradição na literatura. No retrospecto, uma série de craques saíram de lá: Zola, Maupassant, Flaubert, entre outros e sem falar de Proust, o gênio da raça. Mas ultimamente as coisas não têm sido boas e a terra dos comedores de queijo parece ter perdido a mão na criação de bons escritores. É bom lembrar nesse ponto que Paulo Coelho ganhou lá uma série de condecorações e prêmios literários; isso dá uma boa mostra de como anda o nível.

Verdade que há exceções, especialmente uma com sobrenome difícil de escrever -- não é exatamente unanimidade, mas um dos poucos autores franceses recentes de projeção internacional.

Então eis que a mais nova sensação da literatura na França é um americano, Jonathan Littell, que escreveu em francês Les Bienveillantes. Segundo se repete por aí, o sucesso foi tanto que a Gallimard, editora do livro, teve que usar parte do papel que estava reservado para Harry Potter para imprimir mais cópias. Não bastasse isso, Littell ainda está arrebanhando prêmios na própria terra de Molière.

Numa dessas coincidências sinergísticas e serendipitosas que acontecem na Internet, li sobre ele no blog Todo Prosa e logo depois apareceu um post de Pierre Assouline sobre o prêmio da Academia Francesa. A princípio parece que o cara deve ser bom mesmo, para ser premiado por lá, mas lembre: Paulo Coelho também ganhou prêmios.

Mesmo assim, fiquei com vontade de comprar o livro. Mas é enorme e sai caro. A edição brasileira deve ser mais barata, mas -- me chamem de metido, eu mereço -- eu fico com pena de comprar um livro traduzido quando tenho condições de ler no original. Coisa que eu ainda não posso fazer com os livros de Orhan Pamuk, que eu já achava interessante antes de ganhar o Nobel.